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Design Gráfico

Monografia “O DESIGN GRÁFICO NA COMUNICAÇÃO DA INTERNET”

 

Esta obra possui autoria plena, sendo permitido seu uso educacional unicamente como referêncial teórico desde que fornecidos os devidos créditos ao seu mentor intelectual.

AUTOR: MARINHO, V.

ANO: 2008

INTRODUÇÃO

            Desde os primórdios da existência humana, maneiras artísticas de expressão são elencadas no intuito de comunicar, informar e formar, fixar conceitos, idéias, simbolismos, reflexões, sentimentos referentes ao próprio homem e à sociedade ou grupos circundantes, inclusive tangendo às atividades cotidianas.

Nesse âmbito, podem ser dispostas as primeiras formas do design, especialmente expressas em pinturas, desenhos e gravuras insculpidas nas paredes das prosaicas cavernas que inicialmente serviam de habitação e abrigo.

Com a evolução das atividades e processos produtivos humanos, adventos como a estrutura do livro e a impressora de tipos móveis fomentaram caminhos para a expansão e efetiva fixação das atividades de design gráfico, aumentando ainda, sua necessidade para as formas sociais existentes, em face do colóquio de jornais, impressos e primeiras formas promocionais referentes a produtos e serviços ofertados.

Inicia-se, com efeito, uma trajetória cuja evolução marcada por teorizações de diversos autores e escolas de pensamento só fez abrilhantar uma atividade, que em outrora relegada à segundo plano, hodiernamente firma-se como uma das mais imprescindível para a vida e para os negócios do mundo contemporâneo.

Sob o mesmo caráter evolutivo, a Internet, em primeira mão idealizada como ferramenta para modestas proposições, como a troca e compartilhamento de mensagens e informações galgou aperfeiçoamento, expansão, atingindo máxima integração ao cotidiano da quase totalidade dos indivíduos espalhados por todo o mundo. Logo, a atividade de design passa a ramificar-se para o ambiente da Internet, no intuito de comunicar, informar, instruir, simbolizar e representar idéias por intermédio de textos, fontes, imagens, ícones, dentre outros elementos correlatos.

Nesse sentido, efetiva-se uma coligação de limites imperceptíveis: design gráfico (web design) e Internet passam a caminhar juntos para transmissões eficientes na comunicação e obtenção de objetivos dos mais variados: informação, entretenimento, vendas, compartilhamento de dados, troca de mensagens, lazer, pesquisa, aquisição de bens e produtos.

O design gráfico em seu formato especialmente talhado para atuação e intervenção na Internet engloba uma série de preceitos e pormenoridades técnicas, conceituais, profissionais, absolutamente tangíveis tão somente pela educação maciça, direcionada ao setor, o que não significa, porém, que não represente área com facilitadores e possibilidades para intervenção de indivíduos não tão bem instruídos. Entretanto, os diferenciais e trabalhos esplendorosos, são irrestrita detenção de profissionais renomados.

Sobre o design gráfico em suas variadas vertentes, e, mormente aquela direcionada à Internet (web design), seus atributos e meios de comunicação apregoados na realização bem sucedida de web sites e documentos disponíveis na rede, o presente trabalho lança um olhar minucioso, diferenciado, multifacetado e profundo.

CAPÍTULO I – SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DA INTERNET: O ADVENTO DE UM NOVO UNIVERSO PARA OS PROVENTOS HUMANOS

“Pode-se resumidamente dizer que a Internet é uma rede mundial que interliga redes de menor porte em praticamente todos os continentes. Alcança mais de 170 países possibilitando o compartilhamento de informações. Os computadores dessas redes contém dados governamentais, banco de dados universitários, recursos de computação da comunidade local, catálogos de bibliotecas, enfim, mensagens sobre diversos assuntos contendo fotografias, documentos, clipes de áudio, vídeo e outras diversas informações armazenadas no formato digital.”

(Turatto, 2000, p. 5)

Tão inerente às rotinas humanas hodiernamente, a Internet invadiu e modificou sobremaneira a vida do homem moderno, tornando-se elemento preponderante para as atividades políticas, educativas, científicas, tecnológicas e sociais, trazendo consigo inúmeras facilidades e vantagens, bem como controvérsias e paradoxos fixados em novos conflitos oriundos do próprio mundo virtual.

Não obstante às prementes discussões acerca da validade e da relevância da Internet para os contextos contemporâneos, faz-se mister elucidar o advento desta revolução resultante da intervenção humana, cujos frutos hoje, vertem em inúmeras funcionalidades, em todos os setores e áreas produtivas já conhecidas.

A eclosão da Internet originou-se na Califórnia, no ano de 1969 (no curso da guerra fria entre EUA e URSS) com a ARPANET, que é produção da ARPA (atual DARPA – Defense Advanced Research Projects Agency), a Agência de Projetos e Pesquisas Avançadas do Departamento de Defesa dos EUA, organização pioneira nos estudos de redes de computação de pacotes (packet switching). Tal órgão empreendeu estímulos às pesquisas sobre redes de computadores no decurso da década de 60, por intermédio de contratos com os departamentos de computação de algumas universidades americanas, bem como com poucas entidades privadas.

A máxima objetivada era fomentar subsídios para que engenheiros e pesquisadores que atuavam em projetos militares alçassem possibilidade de compartilhar computadores de grande porte (mainframes de altos custos), além de outros recursos e, onde a intenção era evitar que qualquer computador da rede, ainda que desconectado, mantivesse a estabilidade de todo o restante do sistema. A ação seguinte foi a criação do correio eletrônico (e-mail) que permitiu o intercâmbio de dados velozmente, transformando a rede num proficiente canal de comunicação.

Em dezembro de 1969 tal estudo levou a uma rede experimental, dotada de quatro nós, que entrou no ar e opera desde então, tendo na seqüência se expandido para centenas de computadores localizados por todo o mundo.

A inicial mensagem enviada na recém estreada Internet não foi transmitida na íntegra, visto que o sistema caiu durante no curso de sua emissão, o que transparece similaridade no que tange às conexões hodiernas. Em 29 de outubro de 1969, Leonard Kleinrock, criador dos princípios básicos comunicacionais com uso de comutação de pacotes de dados (uma dos sustentáculos da Internet), realizava supervisão da operação na Universidade da Califórnia, onde, no dia 2 de setembro foi ligado o primeiro nó da ARPANET, ancestral da Internet contemporânea.

A meta era enviar uma mensagem do computador da UCLA para o instituto de Pesquisa de Stanford (SRI – Stanford Research Institute), local em que estava sendo ligado o segundo nó da rede. Realizou-se a tentativa de enviar a palavra login, porém, a conexão desfez-se antes do recebimento da letra g. Feita a re-conexão, o envio da palavra ocorreu com sucesso, integralmente. Grande parte do conhecimento contemporâneo acerca das redes é um fruto direto do projeto ARPANET.

Na seqüência, conforme os postulados de Turatti (2000):

“Após a tecnologia da ARPANET ter-se revelado confiável, através de anos de funcionamento, foi formada uma rede militar, a MILNET, por volta de 1983, utilizandose da mesma tecnologia. Também foi criada na Europa uma extensão da MILNET, chamada MINET. A MILNET e a MINET foram ligadas à ARPANET, mas o tráfego entre as partes é fortemente controlado. Duas redes por satélite, a SATNET e WIDEBAND, também foram ligadas posteriormente. Dado que muitas das universidades e empreiteiras do governo na ARPANET possuem suas próprias LANs, eventualmente também estas foram conectadas aos IMPs (Interface Message Processors), levando à ARPA Internet (inter rede ARPA), com milhares de hosts (estações) e bem mais de 100.000 usuários.”

(Turatti, 2000, p. 6)

Já em 1984 foi a Fundação Nacional da Ciência (National Science Foundation), entidade do governo dos EUA estabeleceu sua rede – a NSFNET. Tal recurso foi utilizado para ligar cinco centros de grandes computadores e possibilitar que a informação se tornasse acessível, facilmente, para quem dela precisasse. Não tardou para que o sistema fosse aberto ao uso de instituições educacionais, funcionários do governo e instâncias de pesquisa.

O protocolo de transporte da ARPANET baseava-se em conexões, sendo nomeado TCP (Transmission Control Protocol – Protocolo de Controle de Transmissão). Nos anos 80, a DARPA desenvolveu uma arquitetura de rede e um conjunto de protocolos definitivamente chamado “TCP/IP Internet Protocol Suite”, também notório pela nomenclatura TCP/IP (os nomes dos seus dois essenciais protocolos). Tal compilado de protocolos institui-se base para a criação de outros protocolos que em união estabelecem minúcias de como computadores devem ser interligados, além de uma série de certames para interconexão de redes e roteamento de tráfego. O Departamento de Defesa, em conjunto com outras entidades governamentais dos EUA, passou a fixar esse padrão obrigatório para comunicação entre seus diversos sistemas, o que fez com que os fabricantes elegessem essa arquitetura de comunicação em seus equipamentos, para que fossem oferecidos ao governo americano (no período, um dos maiores clientes de equipamentos em informática).

Kamienski e Sadok (2000) acrescentam que:

“O termo genérico TCP/IP geralmente se refere a tudo que é relacionado com os protocolos TCP e IP. Pode incluir outros protocolos, aplicações e mesmo o meio físico da rede. Exemplos de protocolos são: UDP, ICMP e ARP. Exemplos de aplicações são: TELNET, FTP e HTTP. Um termo mais preciso seria “tecnologia TCP/IP”, ou mesmo “modelo TCP/IP” e “arquitetura TCP/IP”. Qualquer rede que utilize essa tecnologia é chamada uma “inter-rede” (internet, não confundir com a Internet, que é uma rede específica, embora seja a maior de todas as inter-redes).”

(Kamienski & Sadok, 2000, p. 11)

O protocolo TCP/IP vem tendo gigantesca utilização em todo o globo, interligando a grande maioria das entidades de pesquisa como universidades, organizações e laboratórios governamentais. Oferta aos seus utilizadores serviços, tais quais, o correio eletrônico, a transferência e compartilhamento de arquivos, login remoto, dentre outros, além de sustentar ambiente favorável ao estabelecimento de aplicações distribuídas.

Em compleição, Turatti (2000) dispõe que:

“Os serviços disponíveis na Internet são: SMTP (Simple Mail Transfer Protocol – Protocolo Simples para Transferência de Correio) ou simplesmente correio eletrônico, Grupo de notícias (newsgroups), FTP (File Transfer Protocol – Protocolo de Transferência de Arquivos), WWW (Word Wide Web) que é um sistema de hipertexto gigante (páginas html), TELNET (Login Remoto) entre outros. Um servidor de nomes (DNS), por exemplo, é um esquema de gerenciamento de nomes, hierárquico e distribuído, definindo regras para delegação de autoridade na definição de nomes, ou seja, associa nomes e atributos (o endereço IP é um deles).”

(Turatti, 2000, p. 6-7)

As figuras que seguem, dão mostras dos dois grandes ícones de acesso e consumo por parte dos internautas – páginas da Internet e o correio eletrônico, que aos poucos, passam a substituir os serviços dos Correios, dos shoppings, das exposições, centros de lazer e entretenimento, biblioteca, dentre outros inúmeros serviços de utilidade para a humanidade.

Figura 1: Web site: mix de informação, imagens, sons, funcionalidades

Fonte: Yahoo. Home Page. http://br.yahoo.com/

Assim como o exemplo disposto em supra, outros tipos de Web Sites atuam a passos largos no ambiente da Internet mundial. Seus domínios e áreas de atuação são os mais diferentes e variados possíveis, passando do entretenimento à educação, da informação à compra, dentre inimagináveis outras matérias de intervenção humana, conferindo agilidade e infindáveis vantagens ao ser humano, que defronte à era globalizada, não se pode furtar ao conhecimento e uso rotineiro da Internet.

Figura 2: Correio eletrônico: uma enorme funcionalidade e agilidade contemporânea

Fonte: BOL. Home Page. http://bmail.uol.com.br/main

Já o correio eletrônico consagra a noção de velocidade e praticidade inerentes ao cotidiano hodierno, onde informações, comunicações, integrações inter e intra pessoais ocorrem em questão de segundos, coroando as relações humanas/organizacionais de forma a agilizar processos individuais e coletivos ao sabor da modernidade experimentada contemporaneamente.

Com nomenclaturas muitas vezes totalmente despidas de significado real para o usuário constante, a Internet em seus aspectos funcionais, e referentes, ainda, ao lazer, entretenimento e fins comerciais, vem apresentando resultados vultosos, num patamar onde seu uso expande-se e populariza-se com velocidade e eficiência. Seus fins educativos apresentam resultados primorosos, seu potencial comercial supera expectativas, sua capacidade funcional surpreende a cada nova utilização inaugurada.

Nesse sentido, importante é pousar observância na estrutura e trâmites que propiciam as atividades comerciais da Internet, quesitos que imprimem absoluto atrativo para o universo virtual estabelecido contemporaneamente.

1.1. Estrutura e aspectos comerciais da Internet: convergências e interações para atratividade massificada na rede

“A difusão mundial da microinformática iniciada no final da década de 70 e da interconexão de computadores através do que se convencionou chamar de Internet a partir do final da década de 80 levou os analistas a adotarem duas expressões que procuram sintetizar esses fenômenos. Uma delas é a sigla simbolizando as tecnologias digitais de informática e de redes de troca de dados – TICs, ou Tecnologias de Informação e Comunicação. A rigor a sigla deveria ser TDICs, porque tecnologias de informação e comunicação existem desde tempos imemoriais, mas suas formas digitais são um fenômeno que se consolidou na última década do século XX.”

(Afonso, 2002, p. 169)

De forma compactada, é possível delimitar que a Internet sustenta-se em três elementos basilares: os provedores de backbones, os provedores locais de serviço e os internautas (usuários finais).

O backbone (coluna dorsal) é uma rede apta a transmitir consistentes volumes de dados, podendo apresentar abrangência nacional, para regiões ou estados inteiros. Para manter um backbone, o provedor deverá realizar conexão de seus computadores com uso de  canais de alta velocidade, que podem ser de natureza própria ou alugados por empresas de telecomunicações. Mesquita (2001) completa ainda que:

“Um backbone consiste em uma linha de alta velocidade ou uma série de conexões que formam um caminho principal, que lida com tráfego pesado, em uma rede de comunicação. Estas conexões, em redes de comutação de pacotes como as redes IP, podem ser comutadores, roteadores e as linhas entre eles. Backbones geralmente interligam diversas sub-redes situadas em locais distantes geograficamente.”

(Mesquita, 2001, p. 7)

O backbone central da Internet localiza-se nos EUA, sendo mantido por organizações provedoras de acesso, tais como, a América Online, a Sprint e MCI. Outras organizações detêm backbones de menor tamanho distribuídos pelo mundo, os quais se permanecem ligados ao backbone central. Normalmente, os proprietários de backbones secundários remuneram os donos do backbone principal pelas mencionadas conexões.

Um provedor regional/local de serviço, assim, paga para efetuar conexão de sua rede local de computadores a um backbone, e, como todas as ligações entre redes são dedicadas, realiza-se pleito onde uma grande rede permanente é disponível. Já os internautas realizarão suas conexões aos provedores por intermédio de acesso discado, ou da conhecida banda larga, utilizando uma linha telefônica ou modem para acessar a Internet.

No que tange aos custos, estes são aferidos de acordo com as ligações realizadas entre backbones, provedores e usuários onde o internauta realiza pagamento de parte dos quocientes de manutenção dos serviços ofertados pelo provedor. Já o provedor efetua o pagamento da locação do link com o backbone, e assim em sucessão. De forma geral, o custo do acesso ilimitado tem valor similar em todo o globo, por volta de U$ 17.

De acordo com as premências do mundo contemporâneo, o acesso e uso cotidiano da Internet vêm sendo alvo de popularização incentivada por entidades governamentais e particulares a título de integração cidadã em prol da educação e da igualdade de oportunidades entre os habitantes dos mais diversos países distribuídos mundialmente.

1.2. Breve histórico da Internet no Brasil

“Em países como o Brasil, a maneira de estender à maioria da população o acesso à Internet não pode seguir o modelo comercial dos países desenvolvidos, baseado na aquisição individual de um eletrodoméstico caro (o computador) e no pagamento mensal de serviços comerciais de acesso. As abordagens alternativas para países como o nosso combinam formas coletivas de acesso local, programas de acesso em escolas e outros espaços públicos como bibliotecas e telecentros, além de acesso comercial, através do estímulo à oferta de serviços de rede em locais de menor interesse comercial (cibercafés, cooperativas para provimento local de acesso, etc.).”

(Afonso, 2002, p. 170)

Um dos ícones da Internet brasileira é datado de 1991, ano em que a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) conseguiu realizar sua inicial conexão à rede mundial por intermédio de protocolo IP.

No entanto, em período anterior a isso, a Internet consignava rede de pesquisa entre universidades, isto é, elemento absolutamente acadêmico. No ano de 1987 os primeiros BBSs (Buletin Board Systems – Sistema de troca de mensagens) começaram a emergir. Estudiosos e técnicos da Embratel se congregaram na USP (Universidade de São Paulo) para debater o desenvolvimento de uma rede que efetuasse ligação entre universidades brasileiras e internacionais. Não se mencionava o termo Internet, mas sim Bitnet – uma rede de mainframes que emitia mensagens eletrônicas – e em NSFNet – rede que utilizava protocolos TCP/IP e que propiciava, a transferência de arquivos (FTP). Posteriormente, ela se transformou no que conhecemos atualmente como Internet.

Em 1988, o LNCC – Laboratório Nacional de Computação Científica, sito ao Rio de Janeiro, efetuou a inicial conexão brasileira com uma Bitnet americana: interligou-se à Universidade de Maryland, nos EUA. Na seqüência, a Fapesp conectou-se ao Fermi National Laboratory (Fermilab), em Chicago.

Com a fluência das conexões em Bitnet, empreendeu-se a premência de coordenar a infra-estrutura das redes acadêmicas de computadores, interligando núcleos federais e estaduais. Nesses termos, foi desenvolvida em 1989 a RNP (Rede Nacional de Pesquisa). Reiterando tais postulados, Brasil (2001) menciona que:

“Em 1989 foi criada, pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, a Rede Nacional de Pesquisas (RNP), uma instituição com objetivos de iniciar e coordenar o oferecimento de serviços de acesso à Internet no Brasil. Como ponto de partida foi criado um backbone conhecido como backbone RNP, interligando as instituições educacionais à Internet. Esse backbone inicialmente interligava onze estados por meio de Pontos de Presença (Point of Presence – PoP) em suas capitais. Ligados a esses pontos foram criados alguns backbones regionais, a fim de integrar instituições de outras cidades à Internet; como exemplo desses backbones temos em São Paulo a Academic Network at São Paulo (ANSP) e no Rio de Janeiro a Rede Rio.”

(Brasil, 2001, p. 16)

A exploração, em termos comerciais da Internet no Brasil, iniciou-se no final do ano de 1994, através de um projeto-piloto oriundo da Embratel. Em primeiro, o acesso à Internet ocorria através de linhas discadas. Seqüencialmente, mais precisamente em abril de 1995, os acessos discados já ocorriam via Renpac ou linhas E1.

De 1995 até os dias contemporâneos o mercado de Internet brasileiro apresentou desenvolvimento surpreendente, estendendo-se tanto à camadas populacionais mais abastadas, quanto àquelas de menor poder aquisitivo, mormente por iniciativa do Estado Maior em prol da disponibilização de igualdade e oportunidade entre os cidadãos do País. Atualmente, tal mercado é formado por provedores de backbone, acesso e de conteúdo com as mais diversas formas e proporções. Tal panorama vem ainda sofrendo mudanças, consoante às inovações inerentes ao próprio mercado, e resultantes de pesquisas e lançamentos em tecnologias empregadas ao setor.

A operação e administração da Internet são descentralizadas, com pequenas exceções, como a coordenação de pesquisas, a fixação de padrões para funcionamento da rede e a distribuição de endereços/registros de domínios que interligam a rede. Brasil (2001) apresenta quadro seguinte, que delimita as principais instituições responsáveis pelos empreendimentos citados:

Quadro 1: Tarefas em coordenação de pesquisas, padrões para funcionamento da rede, distribuição de endereços/domínios na Internet brasileira e seus órgãos responsáveis

Fonte: Brasil, 2001, p. 17.

Nacionalmente, a instância maior consultiva é o Comitê Gestor Internet, datado inicialmente de 1995 por pleito dos Ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. Sua composição reúne representantes dos ministérios mencionados, bem como de instituições comerciais e acadêmicas, sustentando-se na máxima de coordenar o acesso à Internet no País.

A Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) regula os registros de domínios e endereços de redes cadastradas nacionalmente, por intermédio de instância hodiernamente nomeada como “Registro BR”, serviço disponível online na própria Internet, permitindo a consulta e manutenção dos registros citados em supra.

1.3. Conexão e utilização da Internet nos contextos hodiernos

“Aqui, a rede é o computador e o computador uma máquina de conexão. Agora, em pleno século XXI, com o desenvolvimento da computação móvel e das novas tecnologias nômades (laptops, palms, celulares), o que está em marcha é a fase da computação ubíqua, pervasiva e senciente, insistindo na mobilidade. Estamos na era da conexão. Ela não é apenas a era da expansão dos contatos sobre forma de relação telemática. Isso caracterizou a primeira fase da internet, a dos “computadores coletivos” (CC). Agora temos os “computadores coletivos móveis (CCm)”. Podemos esboçar uma pequena cronologia.”

(Lemos, 2004, p. 1-2)

As formas de acesso à Internet, no que tangem à execução de aplicações consignadas a essa rede, podem ser classificadas, de acordo com os postulados de Brasil (2001):

Quadro 2: Formas de acesso à Internet e seus atributos

Fonte: Brasil, 2001, p. 18.

Ainda de acordo com Brasil (2001), há também, outra classificação relacionada à forma de conexão entre um computador (ou rede de computadores) e seu ponto de acesso à Internet, conforme expresso no quadro que segue:

Quadro 3: Formas de acesso à Internet quanto à forma de conexão

Fonte: Brasil, 2001, p.19.

Consoante ao objetivo impresso na conexão com a Internet, os internautas (usuários) e as instituições à Internet conectadas, podem classificar-se, de acordo com Brasil (2001) da seguinte forma:

Quadro 4: Classificação de acordo com a utilização da Internet: os provedores

Fonte: Brasil, 2001, p. 19.

Uma importante observação a ser feita sobre a classificação em supra, revela que não existe consenso sobre ela, visto que em diversos casos se faz dificultoso classificar uma instituição em somente uma das categorias listadas. Vários provedores de acesso também estão consignados à consistente conteúdo, sendo a contrapartida equivalente. Nos EUA, a abreviação (sigla) ISP – Internet Service Provider é utilizada geralmente para nomear o que acima foi classificado como “provedores de acesso”, cujas proporções os aproximam dos ditos “provedores de backbone.

Ainda pretendendo classificar usuários e instituições em conexão com a Internet, Brasil (2001) continua:

Quadro 4: Classificação de acordo com a utilização da Internet: os usuários

Fonte: Brasil, 2001, p. 20.

Tal formação classificatória se faz importante para a quantificação das partes e suas atribuições no que tange à efetiva produção/uso da Internet globalmente, fixada sua supremacia e popularização nas variadas partes do mundo.

Formou-se, tacitamente, um novo conglomerado, feito de imagens, sons, serviços, produtos, vendas, compras, utilidades, funcionalidades para o público de forma geral. Obstante o conceito de sociedade do espetáculo, comumente apregoado à invasão da Internet na vida das pessoas hodiernamente, observa-se um setor cujas atribuições perpassam por inúmeras matérias de interesse humano, mormente se vislumbrada sua capacidade de comunicação, um importante ponto a ser explorado.

1.4. O poder de comunicação atrelado à Internet nos dias atuais: força disponível para aplicações úteis e funcionais

“A Internet, apesar de funcionar como um grande repositório de informação através de uma multiplicidade de documentos, apresenta-se marcadamente também como meio de comunicação. Não apenas como conseqüência do uso de ferramentas específicas de comunicação, como correio, salas de chat e “seus comentários para melhorar nossa página”, mas principalmente porque esses mecanismos ajudam a desestabilizar o repositório que então está sempre em “permanente construção”.”

(Mostafa & Terra, 1998, p. 55)

Observando-se a Internet do alto do século XXI, nota-se, com efeito, sua expansão, diversificação, modificação, modernização progressiva, que confere novos atributos, conteúdos, preceitos além de funcionalmente úteis, potencialmente cada vez mais comunicacionais e informativos, imprescindíveis à vivência de qualquer cidadão, nos mais variados logradouros do globo.

Segundo o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis (versão online – http://michaelis.uol.com.br), comunicação refere-se a significados como: aviso, informação, participação, transmissão, correspondência fácil. Assim sendo, comunicação realizada por intermédio da Internet congrega dados informativos transmitidos de forma massificada, ou seja, para inúmeros clientes (internautas) em busca de conteúdos, definições, bases para pesquisas ou elucidações sobre os mais variados temas.

A comunicação e a informação na Internet, no entanto, não estão dispostas tal qual realiza-se sob a ótica da biblioteconomia, de forma catalogada e organizada minuciosamente. Muitas vezes um turbilhão de imagens, sons, ícones, serviços, ofertas estão emaranhados no caminho para a descoberta dentro de web sites, dispositivos de busca e pesquisa. Tais atributos, porém, não esvaziam o vultoso poder de comunicação e propagação agregado à Internet, isto é, embora os adornos, o audiovisual, o gráfico, as cores, formas e disposições existam, elas não consignam retardatários para os processos do conhecer, do saber e do informa contido nos ambientes de Internet.

Nesses termos, a Internet figura como tecnologia em prol da informação, do conteúdo, da comunicação e do conhecimento – atributos imprescindíveis para o desenvolvimento integral do ser humano. Sob tal égide, é possível afirmar que a Internet é salutar à formação do cidadão, quando em utilização correta e funcionalmente direcionada.

Castro Filho e Vergueiro (2007) assinalam ainda que:

“Com as tecnologias da informação e comunicação, limites de tempo e distância são rompidos, transpondo barreiras sociais, culturais e políticas, tornando o mundo mais integrado, e provocando mudanças nos hábitos, comportamentos, atitudes do indivíduo com reflexo para a sociedade como um todo, que têm mudado consideravelmente, pois exigem mais especialização e melhor capacitação do indivíduo, modificando sua forma de educação e propiciando-lhes, assim, maior vantagem competitiva.”

(Castro Filho & Vergueiro, 2007, p. 3)

Sendo assim, não se faz completamente pertinente a observação dos malefícios consignados ao uso excessivo de qualquer item, sendo a Internet, voga do presente estudo. Importa revelar os quesitos potencialmente e efetivamente benéficos concentrados na Internet como apresentada nos dias atuais.

Se por um lado, dispostos na Internet estão, conteúdos de caráter duvidoso, pornográfico, criminoso, sem qualquer validação, é relevante também considerar que no mesmo ambiente estão disponíveis aspectos e dados científicos, educacionais, comunicativos, informativos, úteis e funcionais para os grupos e indivíduos isolados, em formação ou mesmo catedráticos em qualquer área do conhecimento humano.

Se, na Internet existe venda e comércio, gratuidade e oferta filantrópica estão também atrelados aos mais distintos sites e instâncias organizacionais público-privadas representadas por páginas, disponíveis aos internautas.

Some-se todos os fatores citados, com a natureza audiovisual inerente à própria Internet, o que consagra ambiente atrativo e interessante para agradável permanência, durante toda a decorrência e finalização do interesse resumido na presença do usuário freqüente ou ocasional, que visita e explora páginas, websites, correios eletrônicos, dentre outros. Vieira (2002) dispõe que:

“As características da linguagem audiovisual também têm contribuído para essa nova forma de ver e compreender o mundo. A mixagem, uma propriedade típica dos meios de comunicação que une som, palavra e imagem, cria uma experiência global unificada ao considerar que a mensagem perfeita é a que se dirige ao ser integral. Para a relação figura e fundo, o sentido e a eficácia de uma mensagem dependem de uma relação de diferença e de distância ideal entre o fundo e a figura, entre o texto e o contexto. O sentido está no efeito que essas distâncias produzem em espectadores. E, por fim, a linguagem audiovisual não é linear, é hipertextual, apresenta-se por flashes, mostrando sucessivas facetas que se apresentam sem uma ordem cronológica.”

(Vieira, 2002, p. 2)

Sob esse prisma, a Internet em sua conotação impregnada por áudio, vídeo, cores, nuances, formas, ícones, gráficos, animações, dentre outros elementos atrativos aos sentidos, representa uma nova leitura do mundo, das informações e comunicações presentes de forma inter e intra pessoal inerentes às relações humanas e meios de produção/atividade comercial, institucional e organizacional do homem moderno.

Para tanto, os desenvolvedores de páginas e sites, recorrem a estratégicas combinações entre todos os itens listados anteriormente, para a construção e transformação constante daquilo que em contato com a visão e audição humana, possa fixar atenção, comunicando e ao mesmo tempo possibilitando realizações de caráter comercial, entre empresas e internautas. Tal ofício, milimetricamente realizado, baseia-se em técnica, perícia, conhecimentos e formação especializada, representando área profissional em grande ascensão na contemporaneidade, vislumbrado seu campo de abrangência e atuação com as potencialidades da Internet.

Em síntese, desde sua formação primeira e rudimentar, a Internet vem caminhando a passos largos, promovendo, com o trabalho de pesquisadores, estudiosos e militantes do setor, transformações e ampliações que conferem caráter para o cabimento de quase tudo em seu âmago. Funcionalidades, utilidades, comunicação, informação, conhecimento, diversão, entretenimento, atividades de cunho comercial, lazer, enfim, atualmente, tudo quanto se possa imaginar, há na rede, que artisticamente atrai os sentidos e faz tanto fidelizar e consumir – seu objeto de atuação e máxima pretendida.

CAPÍTULO II – O DESIGN GRÁFICO ENTRE DEFINIÇÕES, CONCEITOS E ATRIBUIÇÕES PARA USO NA INTERNET

“As novas tecnologias digitais e de comunicação estão cada vez mais nos habituando a conviver com a pós-modernidade, essa era da pluralidade, da fragmentação, da heterogeneidade, da complexidade, das contradições insolúveis, das incertezas e das indecidibilidades, das simulações, da transitoriedade, da globalidade. E a prática do design gráfico, assim como a das artes visuais, tem apresentado importantes mudanças estéticas, como conseqüência da relatividade e variedade de estilos das manifestações visuais da nova era, que ironizam e rejeitam razões, prioridades e premissas supostamente universais dos modernistas”

(Cauduro, 2000, p. 127)

Entende-se o design gráfico como meio de comunicação visual para um conceito ou idéia, lançando sustentáculos na Psicologia e na percepção visual. Pode ser também compreendido como forma estrutural da informação visual, onde comumente relacionam-se imagem e texto.

Nesse sentido, o profissional militante no design gráfico elenca diversos talentos aplicados para a interlocução entre imagem, texto, conceitos e identidades que devem ser transpassados alocando os mais diversos conteúdos técnico-profissionais para atingimento do objetivo ou foco em voga.

Contemporaneamente, com as prementes modificações tecnológicas operadas consoantes a própria sociedade figurante, o design gráfico, bem como as artes visuais como um todo, têm assumido novos estilos estéticos, quiçá abandonando os classicismos historicamente marcados em prol de uma face radicalmente moderna. De forma geral, o design gráfico hodierno rejeita as amarras tradicionais e se reinventa sucessivamente, em busca de uma identidade que possa refletir autonomia, individualidade, e ao mesmo tempo, unanimidade, defronte aos contextos unilaterais e monofacetados, comuns à grande majoração coletiva, que provê influências e tendências únicas e sem opções (ao menos sem profunda reflexão aplicada).

Para um equivalente entendimento do estado atual de coisas, em se tratando de design gráfico, se faz mister um sucinto mergulho retro-temporal, no sentido de evidenciar a formação de matéria da atuação humana, de absoluta importância e vulto nos dias de hoje.

2.1. Advento e trajetória do design gráfico: comunhão com a própria existência humana

“Na sociedade contemporânea, assumem valor significativo os aspectos de design, quer falemos em produto, quer nos refiramos a mensagens. O design do produto está intimamente ligado ao marketing, ao valor de venda/consumo. O design gráfico, além de sustentar essa intenção com campanhas publicitárias, passa pela produção simbólica, pela construção do sentido. Ele vai, mais do que vender aquele determinado produto, “criar”, a partir dele, uma imagem/verdade e será do designer gráfico o papel de construir um discurso que “mostre” um produto harmonioso.”

(Sólio, 2006, p. 374)

O design gráfico representa, em essência, setor da atividade humana figurante desde os primórdios, isto é, tem suas bases fixadas na pré-história, através das primeiras pinturas atreladas às cavernas que serviam de rudimentar habitação do homem.

A título ilustrativo, pode-se citar as cavernas de Lascaux, no sudoeste francês, em suas pinturas rupestres; chegando às luzes de neon em Ginza – notório distrito de Tóquio que consigna moderno pólo de moda e luxo, contemporaneamente.

O livro de Kells representa também forte exemplo do design gráfico em seus traços iniciais, consistindo em manuscrito dos Evangelhos do Novo Testamento, contendo ornamentações em forma de desenhos, de autoria dos monges celtas, datados do ano 800 a. D., aproximadamente, conforme mostra a figura que segue:

Figura 3: Imagem do Livro de Kells: uma das primeiras formas de execução em design gráfico

Fonte: Europa. Países europeus. Home Page. http://europa.eu/abc/european_countries/eu_members/ireland/index_pt.htm

Desde a antiguidade até os tempos hodiernos, onde eclode segmentadamente a moderna comunicação visual do século em curso, não perfila completamente delineada uma distinção entre design gráfico, propaganda e arte refinada, visto que os três segmentos compartilham das mesmas teorias, princípios, atividades e linguagens. Em se tratando de propaganda, esta aloca como objetivo a venda de mercadorias e serviços. Já na linhagem agregada ao design gráfico, pousa uma essência no sentido de ordenar informações, imagens, formas, conceitos e idéias, figurando ainda como norte, as expressões e sentimentos conectados a artefatos que simbolizam as experiências do homem.

Em compleição aos traços de evolução do design gráfico, deve-se evidenciar que na duração da Dinastia Tang (618-907) – entre os séculos IV e VI a. D., blocos em madeira eram cortados no intento da impressão em tecidos, e, posteriormente, em textos budistas, que deflagram impressão em 868 enquanto linhagem mais antiga de livro impresso. Já no princípio do século IX, pergaminhos e produções literárias mais extensas foram produzidos com uso de impressoras de tipos móveis e acessíveis com maior facilidade no curso da dinastia Song (960-1279).

Em torno de 1450, Johann Gutemberg preconizou aperfeiçoamento na impressora de tipos móveis, fato que tendenciou maior popularidade para os livros, bem como facilitou sua aquisição na Europa. Aldus Manutius desenvolveu a estrutura do livro, que na seqüência, acabou por transformar-se no parâmetro ocidental do design de publicação. O mencionado criador conflagrou maciça influência no mercado literário, com sua genialidade e iniciativa, lembrada até os dias contemporâneos, conforme salienta Rodrigues (2007):

“Nos programas de edição de texto temos imagens – memórias visuais – que nos remetem aos primeiros livros impressos e, especificamente àqueles impressos por Aldo Manuzio (Aldus Manut ius), que desenvolveu suas atividades em Veneza, entre 1495 e 1515, aproximadamente. Nesses programas de edição de texto, ao digitarmos as letras estamos criando laços entre urdume e trama e formando um tecido para ser lido. Eventualmente guiamos o cursor pelo monitor até o ícone que representa as letras itálicas para destacar uma palavra ou um grupo delas em relação ao conjunto. A letra itálica é “a letra inclinada, geralmente à direita, usada como meio de realce; aldino, grifo, letra grífica, letra itálica [O tipo itálico foi desenhado para o impressor Aldus Manutius, em 1501, a partir da letra chanceleresca cursiva, por Francesco Griffo da Bologna (donde o sinônimo grifo), e, posteriormente, aperfeiçoado por Ludovico degli Arrighi]”. Hoje, geralmente usamos esse recurso com outros propósitos, mas foi concebido inicialmente para aproveitar melhor o espaço da página dos livros de bolso que exigiam a acomodação do máximo de letras nas páginas. Era, então, um personagem presente em toda a página.”

(Rodrigues, 2007, p. 381)

De produção e impressão de Aldus Manutius no período do Renascimento, o Hypnerotomachia Poliphili representa um dos grandes ícones e literatura mais enigmática da história humana. Na figura que segue, o livro, em sua aparência e composição:

Figura 4: O Hypnerotomachia Poliphili: produzido e impresso por Aldus Manutius

Fonte: Wikipédia. Home Page. http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldus_Manutius

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Em se tratando de design gráfico, é importante salientar que o período em palestra, trata-se do conhecido como “Era Humanista”.

Outro período de grande evidência, seqüencialmente mensurando, para as atividades de design gráfico, foi aquele que deflagrou o início do design industrial, que floresceu na Europa do século XIV, mormente salientando-se o Reino Unido, que sediou inicialmente, movimento separatista entre o design gráfico e a arte. Nesse limiar, Piet Mondrian (Pieter Cornelis Mondriaan), pintor modernista holandês, é designado como o pai do design gráfico. Ainda que profissionalmente artista, Mondrian executou uso de grids que serviram de inspiração ao contemporâneo sistema similar, empregado em anúncios, impressos, diagramações web, dentre outros.

Sobre a vida e obra de Piet Mondrian, Saldivar (2007) declara que:

“Pieter Cornelis Mondriaan, dito Piet Mondrian, foi um pintor holandês que negou a herança artística de gênios como Vincent van Gogh e, calçado nos conceitos “subversivos” propostos pelas vanguardas européias de época, dirigiu suas pesquisas e produções para a decomposição de formas e para a abstração. A rebeldia de Mondrian atingiu o ponto de levá-lo a fundar uma nova corrente, o Neoplasticismo.”

(Saldivar, 2007, p. 6-7)

Em atuação segmentada à de Mondrian, Henry Cole (1849), transformou-se em um dos mais vultosos ícones da educação em design no Reino Unido, lançando lume sobre a importância do design (especialmente intencionando o conscientizar governamental) em seu Journal of Design and Manufactures.

Posteriormente (1892-1896), Kelmscott Press de William Morris desenvolveu e publicou aqueles que são tidos como os mais importantes livros em matéria de design gráfico, e concernentes ao movimento Arts and Crafts. Morris deu mostras de que figurava, factualmente, um mercado para o trabalho em design gráfico, preconizando ainda o pleito separatista entre design da produção e arte. No trabalho de Kelsmescott Press de William Morris acentua-se a obsessão por estilos históricos, relevante por gerar reação contra a arte obsoleta do design gráfico do século XIX. Junto à Morris, compatriotas do movimento Private Press impingiram maciça influência na Art Nouveau, representando ainda, compilado impulsor para o design gráfico inicial do século XX.

Nesse sentido, o termo design gráfico foi mensurado inicialmente por William Addison Dwiggins – designer de livros de nacionalidade americana, no princípio do século XX.

Na década de 20, o construtivismo soviético fez realizar a chamada “produção intelectual” em distintas instâncias produtivas, movimento que comprovou o quanto a arte individualista russa revolucionária era totalmente despida de utilidade, mostrando ainda uma trajetória rumo o desenvolvimento e criação de objetos de uso útil – forma que segue a função.

Jan Tschichold editou, em 1928, uma obra denominada “Nova Tipografia”, onde perfilou os princípios da tipografia moderna. Tal produção literária, posteriormente foi execrada pelo próprio autor, a título de acusação de facismo, o que, no entanto, não representou obstáculo para que a produção continuasse representando grande influência. Sobre a linha de pensamento, desígnios e princípios de Tschichold, Antonio Jr. (2003) delimita que:

“Entre os postulados de Tschichold estavam, por exemplo, a utilização de tipos sem serifas, a valorização de fotografias pelo recurso de ‘sangrá-las’ (ultrapassar a mancha impressa até alcançar o corte do papel) e o equilíbrio entre brancos e massas em construções assimétricas, o que a princípio se revelou particularmente interessante para a publicidade, quer em cartazes e anúncios, quem em folhas de rosto.”

(Antonio Jr, 2003, p. 14-15)

Sob essa égide, Jan Tschichold e alguns tipógrafos da Bauhaus (escola alemã de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda que atuou entre os anos 1919 e 1933), tais quais Herbert Bayer e Laszlo Moholy-Nagy, e El Lissitzky, são tidos como principais preconizadores do design gráfico moderno.

Nos anos que seguiram, as atividades de design gráfico modernas expandiram-se no sentido da produção industrial, especialmente apoiadas na economia dos Estados Unidos pós-guerra, que estabeleceu maior empregabilidade para o design, mormente aquele atrelado à publicidade e à embalagem de produtos. A transmutação da escola Bauhaus para Chicago (EUA), no ano de 1937, inaugurou um minimalismo massificado para o País, que logo viu-se contagiado pela epidemia do design e da arquitetura moderna.

Proficientes nomes do design moderno podem ser sintetizados em Adrian Frutiger (responsável pelos tipos Univers e Frutiger); Paul Rand (responsável pela aplicação dos princípios Bauhaus na propaganda de natureza popular e no design de logos, além de se promulgar um dos principiantes no subgênero do design gráfico conhecido como identidade corporativa), e, Walter Gropius (fundador da Bauhaus, em 1919), dentre outras renomadas personalidades.

Sendo assim, a evolução do design gráfico efetuou trajetória notável ante a própria historiografia humana, resultando em setor de volumosa atividade contemporânea, atuante nas mais distintas vertentes e fins, que primam por realizar de forma harmoniosa e uniforme a conexão entre conceito, imagem, idéia, sentido, sentimento, expressividade, texto.

2.2. Áreas e campos de atuação do design gráfico: entre técnica e fins variados

“Ao discurso editorial de qualquer mensagem, associa-se o discurso gráfico, inteligentemente utilizado, no sentido de reforçar determinada mensagem ou, no sentido de oferecer ao “leitor” uma mensagem complementar/ subliminar, ou, muitas vezes, não percebida conscientemente. Paralelamente, é importante, também, pontuar a questão da arte como pura criação/deleite estético em contraponto à arte comprometida com a criação/venda de uma imagem, idéia/conceito/produto, no caso de design. Como arte, o design gráfico encontra um limite muito claro, ligado à função (arte aplicada). Ele vai usar a criação/criatividade, o gosto estético e a experiência acumulada do designer; vai reunir ilustrações, tipografia, fotografias e outros signos verbais e visuais combinando-os para a produção de peças comunicacionais.”

(Sólio, 2006, p. 375-376)

Consoante à evolução do design gráfico, este, com efeito, ao expandir e disseminar sua relevância e potencialidades, ramificou-se em determinados campos de atuação/fim, cuja essência técnica, científica e profissional mais se evidenciou, tendo em vista que a disseminação de qualquer matéria do conhecimento humano, confere maior teor científico e especificado para qualquer das partes em estudo separado, até mais do que ao observar-se um todo por sua superfície geral.

Nesses termos, é importante elencar as áreas mais evidentes do design gráfico, para o conveniente entendimento desse conglomerado de importância e vulto para qualquer segmento pessoal, comercial, econômico e industrial dos contextos hodiernos.

2.2.1. A tipografia

“Sabe-se que o objetivo primeiro da tipografia é a leitura. Para que uma composição tipográfica se efetive como ato comunicativo o leitor deve ser considerado. Cada grupo de leitores possui particularidades específicas.”

(Martins, 2005, p. 29)

A tipografia, expressão oriunda dos gregos typos (forma) e graphein (escrita) relaciona-se com a arte e os processos de criação na estruturação de um texto (em seu formato físico ou digital). Bem como no design gráfico de forma geral, a máxima da tipografia é processar e dar forma à comunicação impressa.

De modo majoritário, a composição tipográfica deve ser legível e visualmente atrativa/envolvente, considerando-se ainda o texto como objeto de leitura dentro de um contexto e consoante aos objetivos de sua publicação. Em realizações de design gráfico experimental (ou de vanguarda), os objetivos estabelecidos excedem à funcionalidade textual, quando preceitos como a legibilidade podem assumir caráter relativo.

Na figura que segue, é expresso o catálogo tipográfico de Caslon, bom exemplo para síntese conceitual da tipografia:

Figura 5: Catálogo tipográfico de Caslon, um dos ícones da tipografia

Fonte: Wikipédia. Home Page. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tipografia

Em matéria tipográfica o interesse visual é composto por intermédio da seleção adequada de fontes, do layout de texto, da conjugação para o alcance adequado do tom do texto, e da correlação entre texto e elementos gráficos inseridos na página. A combinação de todos os fatores citados deve harmonizar-se para que o layout final apresente adequação e equivalência diretamente acoplada ao conteúdo abordado. Em caso de mídia impressa, os tipógrafos (designers gráficos) objetivam maximamente com a escolha do papel, tinta e métodos de impressão.

O domínio adequado da atividade tipográfica faz-se imprescindível aos profissionais designers que trabalham com diagramação, isto é, na relação entre imagem e texto. Assim, a tipografia representa um dos sustentáculos do design gráfico, forte base para outras progressões atreladas ao setor.

2.2.2. Design editorial

“Inserido no processo de comunicação visual por meio impresso está o designer gráfico. Atuando como articulador visual de mensagens que são concebidas preliminarmente por autores – pesquisadores, no caso do design de periódicos científicos – e dirigidas a leitores específicos, este profissional é um mediador no processo de comunicação.”

(Castedo & Gruszynski, 2005, p. 318)

O design editorial é especificidade em design gráfico que engloba a produção editorial em termos impressos, bem como em campo digital. Representa de forma geral, matéria do design gráfico de intrínseca ligação com o Jornalismo, razão pela qual a atuação do design gráfico, seja na diagramação, infografismo, ilustração, edição de arte, entre outras; insere-se na produção profissional jornalística.

Entre as ramificações do design editorial, evidenciam-se:

  • Design de livros – um dos formatos mais antigos, tido ainda como setor definidor do design gráfico e sustentáculo para estruturação elementar de publicações, em termos gerais.
  • Design de revista – área das mais proficientes do design gráfico moderno, apresentando grande vulto, requinte e notoriedade pelo tom de criatividade e técnica empregada nas publicações afins contemporâneas.
  • Design de jornal – um dos mais popularmente conhecidos e cujos traços em diagramação convergem aos objetivos e linhas gráfico-editoriais do próprio impresso.
  • Web design – matéria das atividades em design gráfico que objetiva a criação de web sites ou diferentes espécies de documentos figurantes no ambiente da web.
  • Infografia – esquemas e representações visuais da informação, melhor traduzidos no formato de mapas, manuais e similares.
  • Ilustração – imagem pictórica, figurativa, de forma geral, podendo ser exemplificada através de desenhos, pinturas, fotografias, colagens, etc.

Com o surgimento da computação gráfica, a atividade profissional do design gráfico editorial galgou transformação radical, diante de novas e multifacetadas possibilidades de criação e reprodução, que tornaram-se ainda, menos dispendiosas e mais acessíveis, conforme salientam Hayama e Peres (2008):

“As aplicações da computação gráfica são cada vez mais freqüentes, dada a evolução dos microcomputadores não só em termos de capacidade de armazenamento, como também pela qualidade dos monitores gráficos que os acompanham. Ao longo dos anos a computação gráfica vem se desenvolvendo e agregando novas tecnologias, principalmente nas indústrias.”

(Hayana & Peres, 2008, p. 2)

Sob essa égide, constatam-se novas e cada vez mais potentes funcionalidades atuantes no setor do design gráfico, fatores que propiciam maiores e melhores níveis de excelência nos resultados finais obtidos.

Quanto aos principais softwares empregados na realização do design editorial e seus atributos comuns, podem ser destacados:

  • Para ilustrações: Corel Draw e Adobe Illustrator, dentre outros.
  • Para tratamento de imagens: Corel PhotoPaint, Corel Painter, Adobe Photoshop, dentre outros.
  • Para diagramação: Adobe PageMaker, Quark Express, Adobe inDesign, Corel Ventura, Corel PhotoPaint, Corel Painter, dentre outros.
  • Para o gerenciamento de fontes: Suitcase, Adobe Type Manage, Bitstream Font Navigator, dentre outros.

Assim, é possível indicar o design editorial, tendo em vista seus objetos de atividade e realização, como uma das áreas mais visitadas do design gráfico, por sua indiscutível multiplicidade e diversidade de produções de infinita elaboração.

2.2.3. Design de embalagem

“É importante ressaltar que a embalagem, com o decorrer do tempo, passou a ter outras finalidades, além de proteção e acondicionamento do produto; também foi reconhecida como uma grande auxiliar em todas as fases da comercialização do produto, desde o marketing, passando à distribuição, ao manuseio, a comunicação e a identificação do produto.”

(Severo, 2005, p. 14)

O design de embalagem é ramificação do design gráfico e do design do produto – elemento responsável pelo formato da própria embalagem, levando em conta quesitos como ergonomia e estética; ao passo que o design gráfico realiza a estrutura do rótulo agregado à embalagem.

O design de embalagem justifica sua relevância nos contextos hodiernos com base na realidade de que a embalagem comercial não representa tão somente meio de armazenagem e transporte de uma mercadoria ou produto, mas consigna objeto que propicia ao consumidor o estabelecimento de relação e identificação pessoal com o produto.

Contemporaneamente, a embalagem significa, em termos gerais, a identidade da organização a qual representa, instituindo-se muitas vezes como singular meio de comunicação do produto. Nesses termos, uma embalagem dotada de bom design assegura considerável comunicação com o consumidor, informando sobre o produto e expondo seus maiores atributos/atrativos.

Na opinião de muitos consumidores, a embalagem significa elemento que imprime o próprio simbolismo do produto, não havendo ainda, dissociação entre conteúdo e embalagem, no entendimento do mesmo consumidor, que considera os dois itens citados como partes de um mesmo todo indivisível.

Uma boa exemplificação desse compilado que reúne produto literalmente descrito e embalagem, enquanto partes de um mesmo sistema orgânico, figura a própria Coca-Cola – produto especialmente cerceado por design atraente, sensual e inigualável da garrafa clássica (aquela que inicialmente abrigava a totalidade do refrigerante, antes do advento de outras formas contemporâneas em embalagem), em correlação, mistura e composição com o produto literalmente dito.

A figura que segue mostra a clássica embalagem da Coca-Cola, dotada por design indiscutivelmente notável, de autoria de Earl R. Dean:

Figura 6: A clássica embalagem da Coca-Cola: ícone do design de embalagem

Fonte: Wikipédia. Home Page. http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_de_Embalagem

Nesses termos, a embalagem é, no mesmo âmbito, expressão e atributo do produto em voga. Para tal, a matéria e a atuação profissional em design de embalagem se faz importantíssimo labor no mundo contemporâneo, mormente, se observada a sociedade figurante, que cria e recria seus ícones e ideários seguindo simplórias formas e conceitos, especialmente sustentados nos sentidos, para decisão no sentido de consumir ou não um determinado produto.

Outras áreas de atuação do design gráfico que merecem citação expressa, ainda que não minuciosamente talhadas são a sinalização, o design de marcas, da informação, dentre outras formas em constante expansão, deflagrando um panorama hodierno onde a intervenção profissional no ramo do design gráfico é imprescindível à própria evolução humana e de todos os produtos/setores da atuação e inter-relação entre homem e ambiente circundante, especialmente em se tratando de novas tecnologias e vivências funcionais, como a internet.

2.3. A presença do design gráfico na Internet: comunicação e captação de conteúdos como máximas no mundo contemporâneo

“Nem muito carregado de informação, a ponto de não ser apreendido, nem muito banal, a ponto de se dissolver no meio de outros. Tanto melhor será o designer quanto mais hábil for no ajuste desse traçado, já que a abertura para o novo representa o compromisso com sua intuição e com os direitos do usuário, enquanto um certo grau de redundância, a condição para realizar e transmitir um trabalho.”

(Escorel, 2000, p. 18)

Sabendo-se boa parte do mundo científico, tecnológico, educacional, financeiro, comercial, funcional, de lazer e entretenimento como presenças maciças na Internet, há que se ratificar a também presença substancial do design gráfico como conectivo entre as áreas de atuação humana citadas, e sua conveniente comunicação com o internauta.

O próprio ambiente da Internet, em sua infinidade de recursos disponíveis, os quais devem impreterivelmente carregar significado e atribuições de forma clara e notória, clama pela atuação do designer gráfico, para a realização da unção entre conceito, imagem, texto e identidade, de forma a convergir em atrativos reais, na obtenção da atenção e potencial clientela no indivíduo que navega.

Enquanto objeto máximo da própria Internet, a disseminação, envio e compartilhamento de informações e conteúdos deve processar-se de forma não somente fluente em termos de transmissão computador/rede, mas especialmente centrado na percepção, entendimento, compreensão, absorção por parte do cidadão que representa a clientela fixa ou periódica. É nesse contexto, no intento desse processamento, que está inserido o design gráfico para a Internet, comumente designado como web design.

Sendo o foco do design gráfico, a harmoniosa conexão entre conceito, identidade, texto e imagem, pode-se conflagrar que a Internet consigna campo fértil para atuação profissional dessa espécie de matéria humana, visto que concentra, na tela do computador, tudo quanto se pode perceber ou compreender, não possuindo periféricos, cenas ou personagens de viva presença para atuação coadjuvante.

É através da máquina que o cliente, o internauta trava contato e se dispõe a absorver todo o conhecimento, a comunicação, a notícia, a oferta, o contato com o que na rede fica disponível, atendendo ainda a interesses comerciais ou meramente ilustrativos, educativos, pessoais, dentre outros.

Sob esta ótica, o design gráfico junto à Internet funciona como ponte, estrutura e organização que leva o consumidor ao produto disposto, que varia de acordo com seus interesses. O design gráfico conjugado à Internet viabiliza comunicação, através de imagens, textos, formas, mensagens, conceitos; de modo a aproximar o intelecto humano da mensagem pretendida e disponibilizada na rede, em forma de conhecimento, aprendizagem ou contato com qualquer idéia a ser disseminada.

Xavier e Oliveira (2006) mencionam que:

“Com a disseminação e uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), e a emergência de uma era ciber (de cibernética, ciberespaço, cibercorpo, ciberdesign, etc.) vê-se transformações socioculturais e na cotidianidade dos sujeitos, a partir de um novo contexto de relacionamento e aprendizagem mediado por imagens em ambientes virtuais, de modo a propor e predispor esses sujeitos a relações de interação e troca como na realidade real. Para este cenário, novos referenciais precisam ser considerados de modo a reconhecer e resgatar no sujeito contemporâneo a autonomia como condição indispensável para a participação efetiva na construção do devir coletivo, mediante novos processos de (in) formação.”

(Xavier & Oliveira, 2006, p. 3)

Sendo assim, ao passo que desempenha seu papel profissionalmente definido, o design gráfico em sua vertente aplicada à comunicação da Internet conjuga uma função globalizadamente social, visto que abre e amplia a visão do cliente (internauta) para uma percepção maior, que encontra no simbolismo os verdadeiros significados, aguçando, afiando, expandindo a capacidade do indivíduo em realizar ligações entre intencionalidade visual, textual, informação, imagens, conteúdos e informações, quesitos de relevante importância para o crescimento e aprimoramento integral a que todo cidadão necessita para sua pertinente inserção no mundo moderno.

Diante de tantas aplicabilidades, o design gráfico em sua presença na Internet, hodiernamente, representa forte setor da produção humana, que agrega tanto funções comerciais e consignadas ao objetivo delineado como final, quanto especificidades socialmente interessantes e de premência para as atuais condições socialmente distribuídas no globo.

Consoante à sua funcionalidade e atributos técnico-profissionais, o design gráfico aplicado à Internet consiste em campo para férteis estudos e, especialmente, demonstrações de suas reais materializações para entendimento do enorme conglomerado que verteu-se definitivamente.

CAPÍTULO III – REALIZAÇÕES PRODUTIVAS DO DESIGN GRÁFICO NA INTERNET: QUANDO A TÉCNICA E A ARTE CONVERGEM PARA O SUCESSO DA COMUNICAÇÃO OBJETIVADA

“… o designer é sempre e já também parte da audiência. Seu representante mais privilegiado no processo de elaboração das mensagens. Com tal precisa dialogar constantemente tanto com as fontes das mensagens que desenha quanto com possíveis representantes da audiência, buscando identificar a melhor forma para realizar os desejos e expectativas de ambas as partes.

O designer também se expressa, como os artistas, em suas produções, com maior ou menor evidência. Mas jamais deveria esquecer que sua escrita é fundamentalmente o veículo pelo qual outras intenções, de outros sujeitos, também procuram expressão e difusão. O autor, ou autores, se concentra em o que dizer em um texto, enquanto o designer, ou designers, se especializam em como dizer da melhor maneira possível o mesmo texto, para maximizar certos efeitos.

Esperamos que a percepção dessa mediação e a realização de sua importância para a comunicação escrita, em tela ou papel, sirva para tornar a função do design cada vez mais ‘visível’ e que suas ‘interferências’ sejam cada vez mais percebidas e analisadas nos estudos e pesquisas que se fazem dos textos e imagens da comunicação.”

(Cauduro, 1997, p. 104)

Destacada a premente importância do design gráfico na contemporaneidade, sua intervenção e primorosos trabalhos na criação de comunicações eficientes, mediante imagens, fontes, símbolos, esquemas, dentre outras técnicas e conhecimentos inerentes ao próprio campo de atuação, faz-se mister evidenciar que o ambiente de Internet consigna um dos mais presentes na vida cotidiana de grande parte dos cidadãos; seja em grandes centros populacionais, ou nos locais mais remotos, vislumbradas as possibilidades tecnológicas hodiernas.

Sob tal égide, bom quociente de profissionais do design gráfico tem direcionado aprofundamento e prática laboral à sua vertente aplicada nos ambientes virtuais, isto é, à própria Internet enquanto fonte inesgotável de informação, conhecimento, entretenimento, educação, lazer e negócios, dos mais distintos o possível.

O web design – extensão das atividades em design, focaliza especialmente a criação de web sites e variadas formas documentais disponíveis na rede. Sua essência majoritariamente multidisciplinar deve-se ao fato de que a construção de páginas na web pressupõe conhecimentos específicos, oriundos de variadas áreas, que não somente o próprio design.

O objeto máximo de trabalho do web designer é elencar e agregar conceitos de usabilidade com o planejamento e realização da interface, assegurando que o cliente final (internauta) possa atingir suas metas de navegação de modo agradável e simplificado.

Nesses termos, e para a efetivação da construção funcional de ambientes na web (sites/páginas), o trabalho do web designer deve obedecer a todo um processo, que como espécie de checklist fará cumprir com todas as etapas necessárias ao sucesso da empreitada.

A figura que segue dá mostras do layout do web site iG, um dos mais funcionais e conhecidos no Brasil:

Figura 7: Aparência referente ao layout do web site iG

Fonte: iG. Home Page. http://www.ig.com.br/

Um primeiro procedimento referente ao labor do web design atrela-se ao planejamento estratégico, que representa em si, um projeto, necessitando de análise informacional, a partir de um briefing. Pinho (2000) dispõe que:

“O processo criativo tem uma “caixa preta”, onde as informações contidas no briefing, de um lado, e os dados da nossa vivência, de outro, se encontram e se encostam, fechando-se então o “circuito criativo”. Assim, inputs racionais e emocionais associam-se na criação de um anúncio ou comercial (a informação nova) que provoque algum tipo de emoção atraindo a atenção das pessoas para a mensagem e, conseqüentemente, para o produto, serviço ou marca.”

(Pinho, 2000, p. 199)

Identificar de forma correta o objetivo do projeto é essencial para um proficiente planejamento, e, para que as ações e proposições sejam inseridas e posicionadas de forma correta.

Também é de grande importância elencar a definição do publico alvo do site, as espécies de serviços oferecidos, o diferencial a ser apresentado ao cliente – elementos que, em unção a outros, concernentes ao projeto, definirão de forma subseqüente a arquitetura de informação, o tipo de tecnologia e o layout do site.

Sinteticamente, ainda que, se possa conceber que a primeira impressão de um site relaciona-se ao seu lado visual, em verdade, o público que navega busca por conteúdo, razão pela qual, um dos primeiros passos estratégicos a serem realizados relaciona-se com a definição, de forma clara e objetiva, todas as informações que serão inseridas no site, e, por último, a realização definitiva do que será seu layout. Isto é, as informações não precisam de excessiva dinâmica (saltos, tremores, luzes, etc.), exceto quando estiverem ligadas às vendas do próprio design ou imagem. É imprescindível, dessa forma, estabelecer um aspecto funcional e profissional, seguindo de forma linear conceitos básicos como aproximação, contraste, alinhamento, entre outros tangentes ao design.

Existe uma discrepância conceitual maciça entre design quando posicionado nos meios tradicionais, e o design empregado na Internet (web). Na web, a estética deve ser correlata à ferramenta que acessa o site, ou até desabilitada caso não se faça necessária ao panorama de utilização. No ambiente gráfico pode-se prever como o cliente final contemplará os traços estéticos do produto, já na Internet, em páginas da web, tal fato não é plausível, visto que a aparência pode modificar-se incisivamente, consoante o sistema operacional em uso, configurações individuais, navegadores, resoluções de tela e outros dispositivos, tais quais: celular, impressora, TV, etc. Nesses termos, a informação (HTML) deve dispor-se não importando a formatação (CSS) e o comportamento (scripts), que são requisitos do W3C (consórcio de empresas de tecnologia, que estabelece padrões para a criação e a interpretação dos conteúdos na Web). Bax e Leal (2001) complementam que:

“Com efeito, neste momento o caminho em direção a uma Web mais semântica está sendo pavimentado pelo W3C e influenciado pelas maiores empresas do setor de informática hoje, como Microsoft, IBM, HP, dentre outras. Estas empresas não param de submeter proposições ao W3C, principal organismo de padronização da Web (ver w3c.org). As próximas versões das aplicações Web que visam o comércio eletrônico serão mais inteligentes, contexto-conscientes e semânticas, podendo atuar de forma mais pró-ativa. Estas aplicações se constituem de serviços web, ou seja, serviços dotados de grande flexibilidade de funcionamento em redes. Estes serviços serão os agentes estruturais das próximas versões da Web.”

(Bax & Leal, 2001, p. 3)

Assim, não se pretende mensurar que os requisitos do W3C representam elementos de irrelevante importância para o trabalho profissional do web designer, mas que são pressupostos a serem interpretados à parte, mediante à premência da informação a ser agregada à página em construção.

Nesse curso, e a título de continuidade, a arquitetura da informação (estrutura do site) deve operar em complementação ao objetivo central da página da web, de forma a fomentar navegação, por parte do cliente usuário, de forma agradável e descomplicada, elementos que, dentre outros, contemplam o conceito de usabilidade, tão mencionado quando em se tratando de construção de formas, informações e estruturas para web sites.

Em suas formas mais antigas e inadequadas, grande parte dos web sites era idealizada e realizada por intermédio de tabelas em HTML, padrão porém, somente aconselhável em caso de inserção de dados tabulados. No entanto, modernas estruturas recorrem ao “tableless”, estrutura de melhor tom para os layouts contemporâneos, sobre o que, palestra Santos (2006):

“O termo ‘Tableless’ (‘sem tabelas’) foi criado em contrapartida a uma técnica antiga (e utilizada até hoje na verdade) para estruturar os sites utilizando-se tabelas. No Brasil, este termo é bastante utilizado. Em outros países, entretanto, é comumente usado o termo CSS Layout. O termo Tableless serve mais para provocar um impacto em desenvolvedores que ainda utilizam a forma de desenvolvimento através de tabelas.”

(Santos, 2006, p. 16)

 Outro aspecto importante no que tange à efetiva construção de web sites diz respeito aos navegadores – programas que realizam a interpretação de seu conteúdo, provendo assim, a interface com a qual o internauta lidará diretamente. De forma sintética, o navegador representa em termos virtuais, o que o papel representa para o jornal. A variedade e a diferenciação nos navegadores, influencia no sentido da padronização, por parte de seus próprios idealizadores, o que representa benéfica tendência, especialmente para o design, que lida com a criação e aparência dos sites à disposição na web.

No ato do desenvolvimento de um site, seu HTML deve nortear-se nos padrões do W3C, para sua realística funcionalidade, obstante aos dispositivos, como monitor, celular, impressora, dentre outros. Em regra, não se faz obrigatório o teste em diversos navegadores, como o Internet Explorer, o Netscape, o Firefox, etc. No entanto, consiste em prática salutar, visto que pequenas discrepâncias no layout podem surgir, dependendo do tipo de navegador utilizado, prática que é realizada a título preventivo, para exame da aparência percebida pelos usuários finais.

Em relação aos programas de uso constante e funcional por parte do web designer, é importante elencar que para a construção do código (que refere-se à simples texto) é possível lançar mão de qualquer editor de texto. Porém, existem programas (gratuitos ou não), dotados de interface WYSIWYG, cuja ampla utilização objetiva-se majoritariamente para o gerenciamento de sites e simples edição de códigos, como o Frontpage e o Dreamweaver. O FrontPage, porém, não se faz amplamente aconselhável, tendo em vista sua exclusiva utilização do Internet Explorer, gerando ainda, códigos passíveis de erros de sintaxe.

Quanto ao setor visual, editores gráficos vetoriais, como o Illustrator, o de bimat GIMP, o Corel Draw, o Fireworks e o Photoshop consignam seleção das mais utilizadas pelo design gráfico aplicado à web. Para realização de empreendimentos dinâmicos o Flash é um dos mais usados, devendo-se, porém, ater-se à ressalva de que seu emprego deve ser aplicado tão somente onde não houver possibilidade na reprodução em HTML, jamais sendo atribuído à setores de conteúdo ou menus, por tratar-se de arquivo binário, não sendo acessível, e, estando ainda, em desacordo com os certames do W3C.

Sendo assim, de forma sintética, pode-se resenhar que a prática laboral do design gráfico aplicado à Internet em suas representações personificadas por renomadas equipes e profissionais particulares requer inúmeros conhecimentos, intuição, organização, senso crítico, estético, funcional; observância máxima dos objetivos a serem alcançados, percepção dos desejos do público-alvo, emprego da máxima usabilidade e de todos os preceitos técnicos concernentes á profissão.

Diferente das atividades empregadas em meios tradicionais, o design aplicado à Internet afasta-se do conteúdo rígido, caminhando rumo à máxima concentração de informações, caracteres, conteúdos, funcionalidades, que, impreterivelmente, devem ser dispostas de forma clara e organizada, modo que facilita e atrai os sentidos do internauta, fazendo fixar sua atenção e possibilitando a hipótese de fidelização ou venda de mercadorias/serviços, quando enquadrados na máxima do web site.

E, não diferente do design impresso em meios tradicionais, aquele atrelado ao ambiente da Internet, deve estar sempre imerso em criatividade e senso artístico, mormente se observada a manipulação, criação e disposição de caracteres, símbolos, ícones e imagens, fatos que saltam aos olhos e aguçam os sentidos do internauta. Isto é, há muito de arte e de capacidade comunicativa no web design.

Alguns nobres exemplos podem figurar como forma de materialização dos termos insculpidos em supra, como por exemplo, os web sites NUPEM/UFRJ, Visão Futura Eventos, Casa Week, (Aluguéis por temporada), Karamba (Projeto Karamba de Futebol), dentre outros.

A imagem que segue reproduz o web site NUPEM/UFRJ, em seus contornos naturalistas, exatamente correlacionados aos objetivos principais da própria página:

Figura 8: Web site NUPEM/UFRJ: Pesquisas em natureza como foco

Fonte: Nupen. Home Page. http://216.128.0.236/nupem/

Observa-se, com efeito, no web site em supra, seu foco (pesquisas acadêmicas relacionadas à natureza e para preservação dos ecossistemas regionais) tacitamente fixado nas formas, imagens, cores, harmonização dos itens em geral e especialmente, usabilidade que disponibiliza facilidades de acesso ao visitante. Representa um bom exemplo da perfeita atuação do designer em ambiente da Internet, que consegue atingir seu foco comunicativo primordialmente consignado à realização do próprio site.

O site “Visão Futura Eventos” representa outra forma de exemplificação acerca de um bom trabalho do design, conforme mostra a figura que segue:

Figura 9: Web site Visão Futura: Eventos sociais como objeto comercial

Fonte: Visão Futura Eventos. Home Page. http://www.visaofutura.com.br/

Novamente, para o site supramencionado, a produção de design projetada reflete milimetricamente o foco da atividade comercializada, ou seja, a produção de eventos sociais. Até mesmo as cores e tonalidades escuras, observadas com glamour social, apresentam-se somadas a toda uma usabilidade em recursos disponíveis para observação e acesso do cliente internauta.

O site Casa Week, que tem como ápice comercial o aluguel de residências e afins por temporadas, também mostra arquitetura de informação e layout absolutamente harmoniosos e correlatos à sua mensagem central, conforme disposto na imagem que segue:

Figura 10: Web site Casa Week: Aluguel de imóveis por temporada como serviço oferecido

Fonte. Casa Week. Home Page. http://www.casaweek.com/pt/Home.aspx

Repetidamente, no site em voga, o trabalho de design bem marcado, delineado segundo o foco e a informação central definida, em estrita conformidade com a mensagem definida como aquela a ser disseminada ao público visitante, isto é, lazer, entretenimento, descanso, viagem. Dotado de completa usabilidade, o web site Casa Week, pela quantidade de produtos ofertados, carrega consigo um mecanismo de busca interno, que facilita o trajeto do cliente ao bem desejado, possibilitando, ainda, a visita de internautas oriundos de outros países, de acordo com o sistema de tradução da página em variadas línguas. Em suma, um primoroso trabalho de design, tanto em formas, tons, esquemas, cores, disposição de imagens e informações que comunicam pelo simples toque do olhar, sendo complementadas, obviamente, pelo acesso ao conteúdo, também de fácil tangência.

Muitos outros exemplos de arquiteturas e layouts de talhe impecável em termos de web design poderiam ser apresentados, visto que tal matéria consigna grande parte dos profissionais de design hodiernamente, exatamente atraídos pelo campo amplo e flexível de trabalho que é a Internet. E note-e que muitos outros “profissionais”, digamos incautos sem formação oficial em curso superior do ramo, envereda o mar do design para web, porém, primordialmente não conseguindo obter resultados tão proficientes e expressivamente repletos de técnica e minúcias oriundas da própria formação educacional direcionada.

Importa, porém, mencionar que a atividade profissional do design, aplicada ao ambiente de Internet contemporaneamente fixado, tem-se apresentado cada vez mais criativa, multifacetada, especializada, dotada tanto de arte, quanto de técnica, e quiçá, de ingredientes intuitivos que somente profissionais bastante inspirados tem capacidade de realizar.

Comunicar, definitivamente é uma capacidade anexa ao próprio ser humano. Comunicar, no entanto, por intermédio de siglas, sinais, cores, formas, símbolos, textos, fontes e formas variadas; significa intervenção profissional, mormente relacionada com o design gráfico, sendo a Internet, um dos mais francos expoentes, tanto da criatividade profissional do web designer, quanto do verdadeiro mercado globalizado, para informação, entretenimento e comércio. Nesse sentido, verdadeiramente, a web está para o design, assim como o shopping para os lojistas. Fixar-se no meio, com arte e talento, porém, representa outra história, quem sabe foco de reflexão para novas investigações e pesquisas.

CONCLUSÃO

Entendido como meio de comunicação visual para um conceito ou idéia, lançando ainda sustentáculos na Psicologia e na percepção visual, o design gráfico é também descrito como forma estrutural da informação visual, onde comumente relacionam-se imagem e texto. Representa setor profissional de trajetória marcada e construída de forma contínua junto à própria evolução humana.

Desde os primórdios, mais especificamente na pré-história, é verificada prática de design gráfico por intermédio de pinturas nas rudimentares cavernas que  serviam de abrigo e lar para os primeiros grupamentos humanos, evidência que pode ser exemplificada através das cavernas de Lascaux, no sudoeste francês e suas pinturas rupestres.

Após o advento da estrutura de livros e seu respectivo aperfeiçoamento, por Aldus Manutius (entre os anos de 1495 e 1515), eclode incisivamente a exaltação das atividades de design gráfico, com novas tipologias, descobertas, funcionalidades; resultantes de criativas e engenhosas mentes e personalidades.

Contemporaneamente, após gloriosa trajetória, o design, diante das inovações de cunho tecnológico, científico, acadêmico, social e comercial que sucedem à cântaros; assume novas ramificações, especializações e mesmo proporções no âmago pessoal e mercadológico hodierno. Fixa-se como premência para a fluência de informações, simbolizações, construções e disposições de conceitos e idéias, mormente aquelas oriundas de grandes empresas e de geradores midiáticos, tais como a TV, os Jornais e a Internet.

Nesse sentido, e acompanhando o globalizado mundo disposto atualmente, a atividade do design gráfico na comunicação da Internet é maciça e absolutamente necessária. O conhecido web design representa ramo do design dos mais proeminentes e de envergadura com previsão duradoura, mediante a invasão tecnológica que irriga o cotidiano das grandes cidades.

De forma sintética a arquitetura, o layout, a planificação de conteúdos, informações e usabilidade geral representam quesitos de suma importância na construção de web sites que realmente pretendem comunicar de forma clara, facilitando a navegação do internauta, e possibilitando seu consumo simplificado através de permanência harmoniosa no ambiente virtual.

O domínio de técnica, conhecimentos, procedimentos oriundos de especialização correlata forma profissionais de design habilitados para o desempenho proficiente da prática laboral; no entanto, criatividade, flexibilidade, intuição, organização, domínio dos objetivos e metas a alcançar, sensibilidade e crítica completam e capacitam o designer para realizar o diferencial que pode contemplar seu sucesso e permanência no setor.

Nesse sentido, a comunicação impressa pelo design aplicado à Internet aloca-se como uma das mais relevantes áreas de atuação humana hodiernamente, devendo, porém, realizar-se, sempre lançando sustentáculos em preceitos clássicos, mas com vistas às inovações e tendências que urgem e modificam o respectivo mercado quase que de forma instantânea, fazendo da profissão, uma obra sempre em construção – não inacabada, mas em constante reciclagem.

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